terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Tudo Sobre Glutamina

Tudo Sobre  Glutamina
A glutamina é um dos suplementos mais conhecidos e usados pelos praticantes de musculação hoje em dia. A grande maioria acredita que ela tem um impacto direto na manutenção da massa magra, mas a evidência não apoia muito esta ideia.

 A glutamina é um dos aminoácidos mais prevalentes no corpo e na maioria das vezes é considerado não-essencial, podendo se tornar essencial dentro de situações de trauma como queimaduras. Sendo encontrada em altas doses no whey e caseína. A maior parte é usada pelo intestino e grande parte da glutamina oral não chega na corrente sanguínea, cerca de 65 a 75% será usada pelo intestino. Por isso acredita-se que ela tem um grande papel na saúde gastrointestinal e imunidade. Uma das razões de a glutamina ajudar no sistema imune é que essas células a utilizam como fonte de energia
A importância da glutamina em manter uma integridade do sistema gastrointestinal foi ilustrada em vários estudos. Em um deles, a enzima glutaminase (converte glutamina em glutamato) foi introduzida em vários animais de espécies diferentes para diminuir a quantidade de glutamina no sangue para níveis quase indetectáveis. Esses animais rapidamente desenvolveram diarreia, atrofia vilosa, úlceras e necrose intestinal. Sua função no sistema imune também já foi observada dezenas de vezes, estudos demonstraram que a deficiência de glutamina pode limitar a “habilidade” dos linfócitos em responder a estimulação mitogênica. O esgotamento dos estoques de glutamina nos músculos depois de uma cirurgia séria é algo muito comum. Existe uma correlação estatística significante entre sobrevivência e concentração de glutamina em pacientes com infecções graves. Também foi sugerido que a diminuição da síntese proteica nesses pacientes é relacionada a baixa concentração de glutamina intracelular. Na maioria das vezes, os efeitos vistos na manutenção de massa magra foram em pacientes com doenças de perda de músculo (Aids por exemplo) e pacientes em situações de trauma com baixos níveis de glutamina. Ela ganhou popularidade e uma reputação de ajudar no ganho de massa magra por estudos feitos em ratos que tiveram um aumento induzido na glutamina intramuscular de 10x, o que não aconteceria em humanos. Estudos feitos em humanos com glutamina oral e injetável não encontraram nenhum impacto na síntese proteica muscular, com quase nenhuma mudança nos níveis de glutamina intramuscular. Estudos também falharam quando o intuito era mostrar algum benefício da glutamina no desempenho e recuperação ou construção de massa magra. De qualquer modo, a glutamina pode ajudar na queima de gordura. Um estudo mostrou que 0,25 g/kg de glutamina com uma refeição aumentou o gasto de energia pós refeição e oxidação de gordura por 42 calorias (4g de gordura), mas o custo benefício disso não compensa.
Os níveis baixos de glutamina plasmática estão associados com o overtraining, que pode causar uma susceptibilidade maior a doenças. Uma maneira de evitar a perda de glutamina dos músculos durante o treino é com o consumo de carboidratos. O peptídeo de glutamina (proteína do trigo) se mostrou eficiente na ressíntese de glicogênio, mas acaba não compensando quando comparado ao uso de carboidratos. A glutamina antes de dormir garante uma melhor liberação de GH e uma melhor mobilização de gorduras no dia seguinte, então pode ser uma estratégia inteligente para atletas em fase de cutting que fazem aeróbico em jejum. Em resumo, a glutamina pode ser benéfica de 5-10g por dia para proteger o sistema imune durante períodos onde o volume de treino é alto, principalmente para atletas de endurance.

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